terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Comitê Paralímpico Brasileiro apresenta os melhores do ano em 22 modalidades

O Comitê Paralímpico Brasileiro anunciou na segunda-feira, 28/11, os vencedores do prêmio de melhor atleta de 2016 em cada uma das 22 modalidades que fizeram parte do programa dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Os esportistas serão homenageados na cerimônia do Prêmio Paralímpicos 2016, marcada para o dia 7 de dezembro, no Vivo Rio, no Aterro de Flamengo, no Rio de Janeiro. 
 
           Na ocasião, serão premiados ainda os melhores técnicos de esporte individual e coletivo, o atleta revelação e os melhores do ano (categorias masculina e feminina), eleitos por votação popular. Os indicados ao prêmio principal serão revelados amanhã, terça-feira, 29. Na festa do Prêmio Paralímpicos também haverá a entrega do Troféu Aldo Miccolis, à personalidade que contribuiu para o desenvolvimento do esporte paralímpico.
 
           Entre os 22 nomes (lista e perfis abaixo), estão destaques dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, como Daniel Dias, que se tornou o maior medalhista masculino da natação paralímpica, e Lauro Chaman (ciclismo), Evânio Rodrigues (halterofilismo) e Caio Ribeiro (canoagem), que consquistaram as primeiras medalhas do país em Jogos em suas respectivas modalidades. Representando o time feminino, Evani Calado (bocha), Alana Maldonado (judô), Cláudia Cícero (remo) e Marinalva de Almeida (vela) subirão ao palco para receber as homenagens. 
 
             O ano de 2016 foi de recordes para o esporte paralímpico brasileiro. No Rio 2016, a maior e melhor delegação do país conquistou 72 medalhas em treze modalidades (sete a mais do que nos Jogos de Londres-2012). Noventa e três recordes pessoais, 35 recordes das Américas, 10 recordes paralímpicos e cinco recordes mundiais foram batidos pelos atletas brasileiros. 
 
              Participaram do processo de escolha dos melhores atletas de cada modalidade integrantes da diretoria do CPB, da chefia técnica do Comitê e das confederações esportivas. 

 
Confira a lista completa dos vencedores 

Atletismo – Petrúcio Ferreira

Data e local de nascimento: 07/10/1997, São José do Brejo do Cruz/PB
Classe: T47
Principais conquistas em 2016: ouro nos 100m, prata nos 400m e no revezamento 4x100m nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 
Petrúcio é um fenômeno das pistas. O atleta sofreu um acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos e perdeu parte do braço esquerdo. Petrúcio gostava de jogar futsal e sempre foi muito rápido. A velocidade chamou a atenção de um treinador. O paraibano, em apenas dois anos de carreira, já foi campeão paralímpico dos 100m nos Jogos Rio 2016 (com direito à quebra do recorde mundial com o tempo de 10s57). Hoje é o atual recordista mundial dos 100m e nos 200m.
 
Basquete em CR – Marcos Cândido Sanches da Silva
Data e local de nascimento: 20/07/1982, Belo Horizonte/MG 
Classe: 3.0
Principais conquistas em 2016: ouro no Campeonato Sul-Americano e no Campeonato Paulista; 5º lugar nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Marcos foi atropelado aos onze anos e teve suas duas pernas amputadas. No processo de reabilitação, conheceu o basquete em cadeira de rodas. Um ano depois, ingressou de vez na modalidade e evoluiu ao longo do tempo. Em 2016, conquistou o 5º lugar nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 com a Seleção Brasileira. Além disso, conquistou o tetracampeonato no Campeonato Sul-Americano. No Campeonato Paulista, o mineiro foi o cestinha do torneio pelo seu clube.
 
Bocha – Evani Calado
Data e local de nascimento: 29/11/1989, Garanhuns/PE 
Classe: BC3
Principal conquista em 2016: ouro por equipe nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 
Evani teve paralisia cerebral causada por falta de oxigênio na hora do parto. Com 20 anos e cursando o primeiro semestre de Publicidade e Propaganda, a atleta conheceu a bocha em um projeto da universidade. Depois disso, foi crescendo e construindo seu espaço dentro da modalidade em âmbito nacional. Em 2016, se consagrou campeã paralímpica por equipe na classe BC3. 

Canoagem – Caio Ribeiro
Data e local de nascimento: 17/02/1986, Rio de Janeiro/RJ
Classe: KL3
Principal conquista em 2016: bronze nos 200m nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Caio sempre esteve ligado ao esporte. Antes de sofrer um acidente de moto que resultou na amputação de uma perna, já havia participado de competições de atletismo e jogado futebol profissional na América do Norte. Em 2016, o canoísta entrou para a história da modalidade ao conquistar a primeira medalha do país em Paralimpíadas. O atleta chegou em 3º na prova do caiaque 200m KL3.  

 
Ciclismo – Lauro Chaman
Data e local de nascimento: 25/06/1987, Araraquara/SP 
Classe: C5
Principais conquistas em 2016: prata na prova de resistência e bronze no contrarrelógio nos Jogos Paralímpicos Rio 2016; ouro na prova de resistência e no contrarrelógio na Copa do Mundo da Bélgica 
Lauro nasceu com o pé esquerdo virado para trás. O atleta passou por cirurgia para corrigir o problema, mas o procedimento o fez perder a movimentação do tornozelo e, por isso, teve atrofia na panturrilha. Aos 13, começou a competir em provas de mountain bike contra atletas sem deficiência. Aos 19, passou a competir entre os paralímpicos no ciclismo de estrada e pista. Em 2016, o ciclista entrou para a história ao conquistar as primeiras medalhas do Brasil na modalidade em Jogos Paralímpicos. 
 
Esgrima em CR – Jovane Guissone
Data e local de nascimento: 11/03/1983, Barros Cassal/RS 
Classe: B
Principais conquistas em 2016: prata na espada na Copa do Mundo na Hungria; ouro no florete no Regional das Américas de São Paulo 
Primeiro brasileiro a conquistar medalha numa competição internacional da modalidade, Jovane começou na esgrima em 2008. O gaúcho, que perdeu o movimento das pernas ao ser atingido por um tiro, após reagir a um assalto, em dezembro de 2004, conquistou a inédita medalha de ouro em sua primeira Paralimpíadas, em Londres-2012. Em 2016, obteve o melhor resultado individual da Seleção Brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, além da prata na Copa do Mundo da Hungria.
 
Futebol de 5 – Jeferson Gonçalves
Data e local de nascimento: 05/10/1989, Candeiras/BA 
Posição: Ala direita
Principal conquista em 2016: ouro nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. 
Um glaucoma ocasionou a perda total da visão do jogador quando ele tinha apenas sete anos. Jefinho começou na natação, passou pelo atletismo, mas se encontrou no futebol de 5, aos doze anos. Em 2010, foi eleito o melhor jogador do mundo. Em 2016, pelo seu clube, foi campeão da Copa Brasil de Futebol de 5, marcando os dois gols da final. Com a Seleção Brasileira, o atleta foi campeão e artilheiro com três gols nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
 
Futebol de 7 – Leandro do Amaral
Data e local de nascimento: 01/04/1993, Nova Andradina/MS 
Classe: 7
Principal conquista em 2016: bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 
A paralisia cerebral de Leandrinho é decorrente de complicações no momento do parto. Chegou a tentar a carreira no futebol profissional, mas se firmou mesmo no futebol de 7 a convite de um treinador que dirigia a AADD/MS na época. Em 2016, o atleta conquistou o bronze com a Seleção Brasileira, marcando os três gols da disputa pelo terceiro lugar nas Paralimpíadas do Rio. A partida foi contra a Holanda. 
 
Goaball – Leomon Moreno
Data e local de nascimento: 21/08/1993, Brasília/DF 
Classe: B1
Principal conquista em 2016: bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Leomon nasceu com retinose pigmentar. O jovem, que já conquistou medalhas representando o Distrito Federal no futebol de 5 e no atletismo, conheceu o goalball aos sete anos, por meio dos irmãos mais velhos, que já praticavam a modalidade. Aos 14, passou a integrar a equipe masculina de goalball do Brasil. Em 2016, conquistou o bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio, sendo o vice artilheiro da competição, com 27 gols.
 
Halterofilismo – Evânio Rodrigues
Data e local de nascimento: 02/09/1984, Cícero Dantas/BA 
Classe: até 88kg
Principal conquista em 2016: prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Evânio tem um encurtamento na perna direita causado por sequela de poliomielite. Em 2010, a convite de um amigo, começou a praticar o halterofilismo. Em 2016, o atleta se consagrou com a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos, com a incrível marca de 210kg, batendo o recorde brasileiro. A medalha do baiano foi a primeira da história do halterofilismo brasileiro em Paralimpíadas.
 
Hipismo – Sérgio Oliva 
Data e local de nascimento: 17/08/1982, Brasília/DF 
Classe: IA
Principais conquistas em 2016: dois bronzes nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Sérgio nasceu com paralisia cerebral por falta de oxigenação. Em 1989, começou no hipismo como forma de terapia. Aos 13, tropeçou na saída do edifício onde morava e caiu na vidraça da portaria, cortando-se com os estilhaços. O acidente lesionou os nervos na altura das axilas e Sérgio perdeu os movimentos do braço direito. Voltou a praticar o hipismo em 2002, nas provas de salto e adestramento, onde ficou até 2005, quando optou apenas pelo adestramento. Em sua terceira participação em Paralimpíadas, o atleta conquistou duas medalhas de bronze, nas provas Individual Test e Freestyle.
 
Judô – Alana Maldonado
Data e local de nascimento: 27/07/1995, Tupã/SP 
Classe: até 70kg
Principal conquista em 2016: prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 
Alana foi diagnosticada com a doença de Stargardt aos 14 anos. Já praticava o judô desde os quatro, mas, somente em 2014, quando entrou na faculdade, começou no judô paralímpico. Com apenas 21 anos, a judoca chegou a uma final paralímpica logo em sua primeira participação em Jogos Paralímpicos e conquistou a prata na categoria até 70kg. Em 2016, ela já havia conquistado ouro no Open Internacional da Alemanha e dois ouros em Grand Prix Internacionais.
 
Natação – Daniel Dias
Data e local de nascimento: 24/05/1988, Campinas/SP 
Classe: S5
Principais conquistas em 2016: quatro ouros, três pratas e dois bronzes nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. 
Daniel nasceu com má formação congênita dos membros superiores e perna direita. Apaixonado por esportes, descobriu o paradesporto ao assistir pela TV o nadador Clodoaldo Silva nas Paralimpíadas de Atenas-2004. Destaque em competições desde 2006, época do seu primeiro Mundial, Daniel já recebeu o troféu Laureus três vezes: 2009, 2013 e 2016. Nos Jogos Paralímpicos do Rio, conquistou medalhas em todas as provas que disputou. Hoje, é o maior medalhista masculino da natação em Jogos. 
 
Remo – Cláudia Cícero
Data e local de nascimento: 04/08/1977, Carapicuíba/SP 
Classe: AS | Skiff – ASW1x
Principal conquista em 2016: bronze no Skiff ASW1x na Regata Gavirate 
Cláudia foi atropelada em 2000, na Rodovia Raposo Tavares, em São Paulo, e precisou amputar a perna direita por completo. Em 2005, a atleta começou a praticar natação. Dois anos depois, conheceu o remo e, em oito meses de treino, participou do Mundial de Munique, onde conquistou a medalha de ouro. Em 2016, fez uma ótima participação nos Jogos Paralímpicos do Rio, finalizando a prova em 6º lugar na categoria ASW1x.
 
Rugby em CR – Julio César Braz
Data e local de nascimento: 29/04/1991, Mesquita/RJ 
Classe: 3.0
Principais conquistas em 2016: ouro no Campeonato Brasileiro e na Copa Brasil 
Julio nasceu com uma má formação congênita que afetou seus membros inferiores e seu membro superior direito. O atleta iniciou na atividade esportiva com a natação e, depois, passou para o handebol em cadeira de rodas. Disputando um campeonato brasileiro da modalidade, descobriu o rugby em CR. Foi neste esporte que se encontrou e conquistou títulos em âmbito nacional. Em 2016, foi campeão brasileiro pelo seu clube, sendo considerado o melhor atleta brasileiro de sua classe. 
 
Tênis de Mesa – Israel Stroh 
Data e local de nascimento: 03/09/1986, em Santos/SP 
Classe: 7
Principal conquista em 2016: prata no individual nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. 
Israel sofreu uma paralisia cerebral causada por falta de oxigênio na hora do parto e teve os movimentos dos braços e pernas comprometidos. Começou a se dedicar ao tênis de mesa aos 14 anos. Porém, o paulista só descobriu a limitação causada pela paralisia cerebral aos 25. Depois disso, voltou a praticar a modalidade, passou por classificação funcional e começou a competir no esporte paralímpico. Em 2016, conquistou a prata nos Jogos Paralímpicos do Rio e alcançou o melhor resultado individual da história do tênis de mesa paralímpico. Hoje é o 6º do ranking mundial.
 
Tênis em CR – Ymanitu Geon
Data e local de nascimento: 23/04/1983, Tijucas/SC 
Classe: Quad
Principal conquista em 2016: ouro nas simples na Copa Guga Kuerten
Ymanitu sofreu um acidente de carro em 2007 e ficou tetraplégico. Durante a reabilitação, conheceu o tênis em CR e se encantou, passando a dedicar-se profissionalmente à modalidade. Em 2016, foi o primeiro brasileiro da modalidade a garantir participação nos Jogos Paralímpicos do Rio, terminando a competição em 5º lugar. Atualmente é 14º do mundo no ranking de simples da ITF.
 
Tiro com Arco – Luciano Rezende
Data e Local de nascimento: 05/08/1978, Balsas/MA 
Classe: Standing (ARST)
Principal conquista em 2016: ouro no arco recurvo no Open Indoor, nos EUA  
Uma lesão congênita na espinha prejudicou os movimentos das pernas de Luciano. O arqueiro praticou natação dos 13 aos 20 anos. Em 2008, conheceu o tiro com arco e encontrou sua vocação esportiva. Em 2016, obteve o melhor resultado individual da Seleção Brasileira nos Jogos Paralímpicos do Rio, terminando a prova do arco recurvo em 4º lugar,  melhor resultado do Brasil na modalidade em Paralimpíadas. Atualmente, é o 1º do ranking brasileiro no arco recurvo.
 
Tiro Esportivo – Geraldo Von Rosenthal
Data e local de nascimento: 13/02/1975, Campo Bom/RS 
Classe: SH1 e SH2
Principais conquistas em 2016: ouro na pistola de ar na Copa do Mundo em Bangkok; prata na pistola de Ar no Open de Hannover e na pistola de ar e pistola sport no Open de  Benning. 
Desde criança Geraldo tem gosto pelo tiro esportivo. Começou a praticar a modalidade profissionalmente em 2007, após um convite do também atleta Carlos Garletti. A partir de então, conquistou várias medalhas em Copas do Mundo e Opens. É recordista das Américas na P4, além de recordista brasileiro na P1, P3 e P5. Em 2016, conquistou a medalha de ouro na Copa do Mundo de Bangkok e terminou em 15º nas provas de pistola de ar (P1) e pistola sport (P3) nos Jogos Paralímpicos do Rio. 
 
Triatlo – Fernando Aranha
Data e local de nascimento: 10/04/1978, São Paulo/SP 
Classe: PT1
Principais conquistas em 2016: prata no Campeonato Mundial de Yokohoma e no Pan-Americano de Sarasota 
Fernando teve paralisia infantil aos três anos, quando perdeu o controle muscular total da perna direita e parcial da perna esquerda. O atleta iniciou sua vida esportiva no basquete em CR, depois passou pelo atletismo e pelo ciclismo. Em 2011, ingressou no triatlo, modalidade que abraçou. Em 2016, conquistou o 2º lugar no Campeonato Pan-Americano de Triatlo nos EUA e na Etapa do Campeonato Mundial no Japão. Nos Jogos Rio 2016, ficou em 7º lugar, sendo a melhor participação brasileira em Paralimpíadas.
 
Vela Adaptada – Marinalva de Almeida
Data e local de nascimento: 27/09/1977, Santa Isabel do Ivaí/PR 
Classe: Proeira da SKUD-18
Principais conquistas em 2016: bronze na Welcome to Rio Regata e ouro no Campeonato Brasileiro 
Marinalva sofreu um acidente de moto quando tinha 15 anos, o que causou a amputação da perna esquerda. Sua carreira no paradesporto começou no atletismo, onde se destacou quebrando recordes brasileiros no salto em distância e no arremesso de dardo. Em 2013, conheceu a vela e passou a ser companheira de Bruno Landgraf. Em 2016, a atleta conquistou o 8º lugar na prova Skud nos Jogos Paralímpicos do Rio.
 
Vôlei Sentado – Frederico Doria de Souza 
Data e local de nascimento: 13/05/1972, Niterói/RJ 
Posição: ponta
Principal conquista em 2016: prata no Torneio Intercontinental em Anji 
Por quase duas décadas, a praia foi a casa de Fred. O atleta rodou o mundo jogando no Circuito Mundial, fez carreira na liga americana das areias e foi coroado “Rei da Praia” em 2000. Em 2008, sofreu uma lesão no joelho esquerdo que ocasionou uma instabilidade articular. Por meio de um amigo da ANDEF, conheceu o vôlei sentado, fez o teste para entrar na equipe e, em 2013, começou a competir. Em 2016, conquistou o 4º lugar com a Seleção Brasileira nos Jogos Paralímpicos do Rio, sendo o maior pontuador do Brasil na competição.

São Paulo conquista o título de campeão geral das Paralimpíadas Escolares 2016

São Paulo é a grande campeã das Paralimpíadas Escolares 2016. O estado se tornou o maior vencedor do evento, com quatro títulos (2009, 2011, 2015 e 2016). O vice-campeonato desta edição ficou com Santa Catarina, e o terceiro lugar, com Rio de Janeiro. Para definir o campeão de cada edição, são levados em consideração o número de medalhas e índices técnicos de atletas da delegação.
 
Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, os três dias de competição deixaram todos orgulhosos tanto pelo desempenho de alguns atletas, quanto pelo espírito esportivo dos envolvidos. "Apenas uma delegação sai vitoriosa daqui, mas todos os 903 inscritos voltam para suas casas como vencedores. Sem dúvidas temos uma geração muito boa que competiu neste ano. O esporte é fundamental na vivência de vocês e tenho certeza que vão manter nas suas vidas", observou Parsons.
 
Um dos atletas que ajudaram São Paulo a conquistar o quarto título do estado nas Paralimpíadas Escolares, o tenista João Takaki se mostrou satisfeito com sua primeira participação no evento. "Gostei muito quando soube que conseguimos fechar uma chave com atletas suficiente para uma disputa legal. Joguei o meu melhor, fiz tudo que esperava fazer e saio daqui campeão. Isso tudo é bem especial para a minha estreia. Vou voltar ano que vem e enquanto tiver idade para jogar", contou Takaki, campeão de simples na categoria A, para atletas entre 16 e 17 anos.
 

A competição durou três dias e teve disputas em oito modalidades: atletismo, bocha, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas. As Paralimpíadas Escolares ainda premiaram com o Troféu Confraternização a delegação que mais demonstrou espírito esportivo e animação durante os três dias de competição. Pela votação de membros de delegações, os representantes de Santa Catarina levaram o prêmio de "boa-praça" das Paralimpíadas Escolares 2016.
 
Campeões
2009-São Paulo
2010-Rio de Janeiro
2011-São Paulo
2012-Rio de Janeiro
2013-Rio de Janeiro
2014-Santa Catarina
2015-São Paulo
2016-São Paulo 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Paralimpíadas Escolares 2016

          A edição 2016 das Paralimpíadas Escolares será realizada de 22 a 25 de novembro, em São Paulo. Serão oito modalidades em disputa (atletismo, bocha, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas), e todas elas terão provas no novíssimo CT Paralímpico, na Rodovia dos Imigrantes, na capital paulista.

          Mais de 700 atletas de 12 a 17 anos estão inscritos para as Paralimpíadas Escolares deste ano. Eles representam 24 estados e o Distrito Federal (apenas Roráima e Piauí não têm competidores para esta edição).

Brasil conquista bronze por equipes no Aberto Paralímpico do Chile de Tênis de Mesa

A dupla brasileira da classe 9 e 10 do tênis de mesa, formada por Claudio Massad e Ricardo Narusawa, levou a medalha de bronze no último fim de semana no Aberto Paralímpico do Chile, etapa fator 20 do Circuito Mundial, realizado em Santiago.
Cinco equipes formaram um único grupo na disputa na classe 9 e 10. A equipe brasileira ficou em terceiro, atrás do time Argentina/Chile, formado por Dario Neira e Manuel Echavegure, e da equipe Chile 1, de Alvaro Vega e Valentin Mendoza.
O primeiro confronto brasileiro foi contra Neira e Echaveguren e o resultado não foi positivo: 2 jogos a 1 para os adversários. Depois, Massad e Narusawa tiveram de encarar o Chile 2 e saíram com a vitória de 2 a 0.
Na terceira partida do Brasil, a vitória foi por 2 a 0 sobre a equipe do Chile/Estados Unidos, representada por Sebastian Torres e Nevielle Brabrook. O último embate dos brasileiros foi contra o Chile 1, quando os chilenos fecharam o placar de 2 a 1.

O Brasil já havia conquistado uma outra medalha na competição. Claudio Massad fez grande campanha e faturou a medalha de prata no torneio individual da Classe 9 e 10.

Mesatenistas Claudio Massad e Ricardo Narusawa.


informação da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM)                                                                                                                                                        

Mascote dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens São Paulo 2017 se chamará Mona

          O público escolheu e o nome da mascote dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens São Paulo 2017 será Mona. A enquete, que ficou uma semana no ar na página do Facebook do Comitê Paralímpico Brasileiro, contou com 7633 votos. Deste total, Mona recebeu 3053. As outras opções eram Sampa (2.291) e Mina (2.289). 
 
          A mascote da competição é uma macaca bugio, animal típico da Mata Atlântica, conhecido por seus "gritos". Vale lembrar que o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, sede do evento, está localizado ao lado do Parque do Estado, uma das principais áreas de preservação da floresta na capital paulista e que conta com representantes da espécie.  
 
          Cerca de mil atletas, com idade entre 13 e 21 anos, de mais de 20 países, participarão do Parapan de Jovens São Paulo 2017. A programação da competição contará com 12 modalidades: atletismo, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô, halterofilismo, vôlei sentado, natação, tênis de mesa, basquete em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas. 
 
          Buenos Aires, Argentina, foi a sede da última edição dos Jogos, em outubro de 2013. Na ocasião, o evento atraiu cerca de 600 atletas, de 16 países, para competir em dez modalidades. O Brasil liderou o quadro de medalhas do Parapan-2013 com 209 pódios, sendo 102 de ouro.   A primeira edição do Parapan de Jovens aconteceu em 2005, em Barquisimeto, Venezuela, e contou com atletas de dez países. Em 2009, 14 nações estiveram presentes em Bogotá, Colômbia.

  

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Paratletas conquista mais medalhas que em Londres-2012 e, leva o Brasil ao seu melhor resultado nas Paralimpíadas.

Brasileiros conquistam um total de 72 medalhas paralimpicas no Rio-2016.

Delegação brasileira atingiu a marca de 72 medalhas no total, 29 medalhas a mais que em Londres-2012. Com a oitava colocação no quadro geral de medalhas, Brasil ficou à frente de países que são grandes potencias do Para-Desporte como Itália, Espanha e Irã.

Segundo Andrew Parsons, Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a oitava colocação da delegação brasileira é considerado extremamente positivo ressaltando as 72 medalhas conquistadas pelos paratletas na capital fluminense.

Ressaltando a “agressiva e ambiciosa” meta do comitê de ficar na quinta colocação no quadro geral de medalhas e, logo em seguida suavizou a promessa feita pela organização esportiva.

- A gente pode considerar essa a melhor participação, apesar de não ter chegado ao quinto lugar no ranking de medalhas de ouro. Era uma meta, não uma promessa. O resultado nos dá confiança de que estamos no caminho certo. Aproveitamos bem esse ciclo, aumentamos o espectro de modalidades. E esta era uma das nossas expectativas: aproveitar esse ciclo para diminuir a dependência do atletismo e da natação e aumentar esse leque, analisou Parsons.





 Segundo o CPB o foco principal é a preparação e renovação do time Brasil paralimpico para o jogos de Tóquio em 2020, daqui a 4 anos. Já que atletas como Daniel Dias e Teresinha Guilhermina não estarão na próxima Paralimpiada, porque anunciaram a aposentadoria logo após os Jogos Rio-2016.